A segurança alimentar não depende apenas de regras, HACCP ou certificações — depende sobretudo da cultura da organização.
Foi publicado o documento - GFSI Food Safety Culture Março - 2026.
O documento reforça que:
- Muitos incidentes não acontecem por falta de procedimentos;
- Mas sim por comportamentos, decisões e atitudes humanas.
As 5 dimensões da Cultura de Segurança Alimentar (GFSI):
1. Visão & Missão
- Valores da empresa;
- Direção estratégica clara;
- Liderança alinhada com segurança alimentar.
2. Pessoas
- Envolvimento de todos (não só qualidade);
- Comunicação eficaz;
- Formação contínua;
- Motivação e reconhecimento.
3. Consistência
- Regras aplicadas no dia-a-dia;
- Responsabilidade individual;
- Medição de desempenho;
- Documentação coerente.
4. Adaptabilidade
- Capacidade de reagir a problemas;
- Gestão de crises;
- Aprendizagem contínua;
- Melhoria contínua real.
5. Consciência de perigos e risco
- Conhecimento de perigos alimentares;
- Vigilância ativa;
- Envolvimento dos colaboradores;
- Cultura de prevenção.
Estas 5 dimensões são a base para avaliar a maturidade da cultura.
Papel da liderança (ponto mais crítico)
O documento é muito claro: Sem liderança, não há cultura.
A gestão deve:
- Dar o exemplo;
- Definir prioridades claras;
- Alocar recursos;
- Promover comunicação aberta;
- Envolver todos os colaboradores.
Medição e melhoria:
- Avaliar a cultura (maturidade);
- Medir comportamentos;
- Criar planos de melhoria;
- Integrar com auditorias e certificações.
Cultura deixa de ser “conceito” - passa a ser algo mensurável e auditável.
Fonte
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