O Codex Alimentarius publicou a revisão de 2026 da CXG 61-2007, que estabelece orientações para a aplicação dos princípios gerais de higiene no controlo de Listeria monocytogenes, com especial enfoque nos alimentos prontos a consumir - Eng.ª Mónica Leal

2026-09-07

O Codex Alimentarius publicou a revisão de 2026 da CXG 61-2007, que estabelece orientações para a aplicação dos princípios gerais de higiene no controlo de Listeria monocytogenes, com especial enfoque nos alimentos prontos a consumir

O Codex Alimentarius publicou a revisão de 2026 da CXG 61-2007, que estabelece orientações para a aplicação dos princípios gerais de higiene no controlo de Listeria monocytogenes, com especial enfoque nos alimentos prontos a consumir

CXG 61-2007 revista: novas exigências do Codex Alimentarius para o controlo de Listeria monocytogenes em alimentos RTE (Ready-to-Eat / prontos a consumir)

O que merece destaque nesta revisão?

  • Nova definição de alimento RTE
    Passa a considerar não apenas o uso previsto pelo operador, mas também situações em que seja razoavelmente previsível que o consumidor ingira o alimento sem um tratamento posterior suficiente para garantir a segurança.
     
  • Maior foco na prevenção da contaminação ambiental
    Reforço da separação entre zonas de produto cru e RTE, dos fluxos de pessoas/equipamentos e do desenho higiénico das instalações.
     
  • Monitorização ambiental reforçada
    Os programas de Environmental Monitoring (EMP) assumem um papel central na verificação da eficácia das medidas de controlo, especialmente nas áreas onde os produtos RTE se encontram expostos.
     
  • Atenção aos biofilmes e nichos de contaminação
    Equipamentos, condensações, sistemas de ventilação, drenos e outras zonas de difícil higienização são destacados como potenciais locais de persistência de Listeria.
     
  • Controlo rigoroso de tempo e temperatura
    Sempre que possível e adequado, o produto refrigerado não deverá exceder 5 °C, sendo preferível 2–4 °C, uma vez que o crescimento de L. monocytogenes é significativamente reduzido nestas temperaturas.
     
  • Vida útil baseada em evidência
    Devem ser considerados estudos de crescimento, literatura científica, modelação microbiológica, dados ambientais e condições razoavelmente previsíveis de armazenamento, distribuição e utilização.
     
  • Demonstração de que o produto não suporta crescimento
    Quando um operador classifica um RTE como não suportando o crescimento de L. monocytogenes, deverá existir uma justificação documentada. Na ausência de evidência suficiente, deverá ser considerado como um produto que pode suportar o
    crescimento.
     
  • HACCP + BPH + programas de pré-requisitos
    Continuam a constituir a base do controlo, podendo ser necessário reforçar determinadas BPH ou estabelecer PCC em função do produto e do processo.

Uma atualização particularmente relevante para organizações com sistemas HACCP, ISO 22000, FSSC 22000, IFS Food e BRCGS Food Safety.

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